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Doença de Parkinson

É uma doença neurológica que afeta principalmente idosos a partir da terceira idade, alterando a coordenação motora com tremores e equilíbrio dificultando a locomoção, atingindo 1 a 3 % da população, aumentando com a idade. É uma doença de progressão lenta, de causa não conhecida. Em 1817 foi relatada pelo médico inglês James Parkinson.

Sintomas:

Afetando a coordenação motora, traz tremores nas mãos evoluindo para dificuldade na fala, dificuldade para engolir, distúrbios respiratórios e urinários. Sintomas são generalizados: falta de equilíbrio, diminuição da expressão facial, dificuldade em iniciar os movimentos, como levantar da cadeira, rigidez das pernas, principalmente tremores em repouso, sendo clássico o movimento entre os dedos das mãos, como estivesse contando dinheiro. Desmaios, perda de memória, depressão entre outras.

Causas

A causa da degeneração das células dopaminérgicas cerebrais não é conhecida, mas aumenta com a idade.

A dopamina é um neurotransmissor que é produzido pelo cérebro, que controla os movimentos e a falta da produção leva aos distúrbios de coordenação muscular (extrapiramidais ou movimentos não voluntários). Sem a dopamina o cérebro não consegue controlar os movimentos musculares.

Podem ser de diferentes origens, como genética, mas não há fatores comprovados.

Diagnóstico

É realizado pelos sintomas clínicos, exames são realizados para excluir outras causas como aneurismas, tumores cerebrais entre muitas outras.

Tratamento

Basicamente são utilizados medicamentos para controlar os sintomas como tremores e movimentos, aumentando a quantidade de dopamina no cérebro, sendo necessária a cirurgia para alguns casos. Apoios psicológicos são muito importantes, principalmente por parte da família.

Outros tratamentos são específicos para cada sintoma, desde respiratórios, digestivos, urinários até disfunção sexual. Uma alimentação e exercícios adequados são recomendados.

Há tratamentos medicamentosos (drogas neuroprotetoras), psicoterápicos (depressão) e cirúrgicos para alguns casos.

Cuidados

Com relação à falta de coordenação motora a locomoção, recomenda-se utilizar corrimão principalmente nos banheiros, evitar talheres que possam trazer ferimentos.

Cirurgia

Normalmente nos casos mais severos em que não há resultados satisfatórios com medicamentos, com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes, com a evolução das técnicas cirúrgicas os resultados tendem a melhorar. Estereotaxia (lesão tecidual) e implantes de eletrodos para estimular.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido outros fatores. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.

Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálico, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não cura.

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